Por altura de 1925, e
após a formação de um pequeno agrupamento musical, constituído por elementos
policiais com conhecimentos de música, o Coronel Ferreira do Amaral, comandante
da então Polícia Cívica de Lisboa, convidou o maestro Capitão António José
Esteves Graça para dar àquele agrupamento um toque mais artístico e
profissional, a fim de habilitar o pequeno agrupamento a tomar parte nos
serviços oficiais daquele Corpo de Polícia.
Posto que o desempenho
do capitão Esteves Graça foi tão profícuo, foi-lhe atribuído um louvor, o qual
veio publicado na Ordem de Serviço nº 278, da Polícia Cívica de Lisboa, datada
de
«10º Louvores:
...
-
Que seja louvado o capitão chefe da Banda de Música, Sr. António
José Esteves Graça, pela dedicação, zelo e competência com que num período
relativamente curto organizou a Banda de Música e Corneteiros do Corpo de
Polícia de Segurança Pública, demonstrando ser não só um oficial brioso, mas
também um profissional com qualidades excepcionais.»
O capitão António José
Esteves Graça foi o primeiro maestro a prestar serviço na Banda de Música do
Corpo de Polícia Cívica de Lisboa.
Este oficial chefe de
banda veio para a Polícia Cívica de Lisboa em 1925, a convite do coronel
Ferreira do Amaral, comandante da Polícia de Lisboa, para organizar a recém
criada Banda de Música daquele Corpo de Polícia, que havia sido formada
espontaneamente por elementos policiais com conhecimentos de música.
Em 1927, a Polícia
Cívica de Lisboa toma a designação de Polícia de Segurança Pública. Assim, a
partir desse ano, a Banda de Música daquela Polícia, sob a direcção do maestro
capitão António José Esteves Graça, passa a ser o primeiro agrupamento musical
da Polícia de Segurança Pública.
Na foto, vê-se a Banda
de Música, sob o comando do capitão Esteves Graça, nas cerimónias que tiveram
lugar na Praça Duque de Saldanha, em Lisboa, no verão de 1928.
4.- Autores
No «Boletim da
Sociedade de Escritores e Compositores Portugueses - AUTORES», no seu nº
54, na edição de Novembro - Dezembro de 1970, vem a público com um artigo sobre
o Centenário de Esteves Graça, onde refere:
«Há centenários que
passam, injustamente, despercebidos. É o caso do centenário de António José
Esteves Graça, capitão-chefe de música, nascido em
Subintendente
Maio - 2007