BANDA SINFÓNICA DA PSP
1º Andamento - Adágio
História
Ao longo dos séculos, a MÚSICA tem ocupado um lugar importante
na vida social das mais variadas gentes. Desde remotas eras que a utilização de
variadíssimos tipos de instrumentos musicais têm feito parte da vida das
civilizações. De cordas, de sopro ou de percussão, eles tomaram parte nas
grandes e solenes manifestações festivas, nas celebrações religiosas, nas
guerras, na vida quotidiana ou no pacato seio familiar. E não podemos
esquecer-nos do instrumento mais nobre que existe: o canto produzido pelas
nossas cordas vocais. Esse é, sem dúvida, o instrumento de excelência de que
dispomos e foi o primeiro a ter a sua expressão musical.
Enquanto ser vivo, o homem precisa
de equilíbrio emocional e espiritual; uma das formas de o conseguir é através
da magia dos sons musicais. A música revela-se com o poder místico de elevar os
espíritos ao seu mais intenso grau de concentração, transportando todos os
sentidos para outra dimensão, onde os valores meramente terrenos se esbatem,
preparando os crentes para o louvor à divindade e colocando as almas mais
receptivas à esfera estritamente espiritual.
Se estudarmos com cuidado a
mitologia dos povos, perceberemos que todos eles têm um deus ou algum tipo de
representação mitológica ligado à música. Para os egípcios, por exemplo, a
música teria sido inventada por Tot ou por Osíris; para os hindus, por Brama;
para os judeus, por Jubal, e assim por diante, o que prova que a música é algo
intrínseco à história do ser humano sobre a Terra e uma das suas mais antigas e
importantes manifestações.
A história da mitologia da música,
no mundo ocidental, terá começado com a morte dos Titãs. Depois de ter sido
pedido a Zeus que se criassem divindades capazes de cantar as vitórias dos
olímpicos, Zeus partilhou o leito com Mneumosina, a deusa da memória, durante
nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as nove Musas deusas da
inspiração. E é em honra a essas nove Musas que surge a palavra «MÚSICA», numa alusão ao trabalho
desenvolvido pelas mesmas.
Mas a música não tem somente esse
lado divino. Ela também tem sido utilizada como veículo para os mais selvagens
instintos do homem. Vemo-la a ser chamada para a brutalidade da guerra, no
chamamento dos guerreiros para a batalha, ou na marcação rítmica da marcha dos
soldados.
Ela é a canção de embalar o sono das
crianças, ou é o acompanhamento da dança lasciva de uma striper. É a marcha nupcial de duas almas enamoradas que unem os
corações junto ao altar, ou é a marcha fúnebre para um esquife. Enfim, não
podemos alhear-nos de que faz parte da nossa vida nos bons e maus momentos. E
disso tinham consciência os nossos pais, avós etc., etc..
Não conseguimos descortinar onde é
que tudo terá começado. Tão-somente temos conhecimento da sua utilização
através de baixos-relevos ou de relatos escritos que descrevem a sua existência
na vida das comunidades. Desde o extremo oriente, chegam-nos documentos antigos
narrando que a sua aplicação era notória.
Terá surgido pela observação cuidada
do sibilar do vento ao passar por dentro de um osso de algum animal morto, ou
da sua passagem pelo tronco de alguma árvore caída?
Tudo não passa de meras conjecturas.
O facto é que ela existe. O desenvolvimento da construção dos instrumentos que
a produzem é que sofreu muitas mutações, no sentido de aperfeiçoar a sua
utilização e a necessidade de se obterem determinados efeitos. A tecnologia
evoluiu de tal forma, que temos, actualmente, instrumentos sofisticados e muito
melhorados na sua técnica. Contudo, a essência permanece como na sua origem.
Esse encanto e o poder que ela possui é ancestral e permaneceu imutável através
das gerações.
Se recorrermos aos escritos antigos,
vemo-la a ser utilizada no «Templo de
Salomão», em turmas de cantores e músicos instrumentistas - os Levitas -, que eram dispostos na Casa de Deus, por ordem e por escala,
dia e noite, para que não faltasse o louvor diante de Deus. Mas também
encontramos os músicos a serem colocados na frente de batalha, como aconteceu
na tomada da cidade de Jericó. E diz-se que ao som das trombetas e do grito do
povo as muralhas caíram. Duas formas de expressão musical tão diferenciadas.
Sabe-se também do poder que a música
exercia sobre os maus espíritos do rei Saul, apaziguando o atormentado rei,
quando as mãos hábeis de David tangiam a harpa.
A música tem essa mística e ninguém
pode ficar-lhe indiferente. Não é por acaso que Hitler tinha uma grande
predilecção pela audição das composições de Wagner, pois estas estimulavam-lhe
os seus instintos belicistas.
Há alguns tempos, veio a público a
experiência insólita de um cientista. Conta-se que quis investigar o poder da
música sobre as plantas. Então, colocou vários tipos de plantas a “ouvirem”,
durante algum tempo, diferentes géneros de composições musicais. Ao serem
sujeitas às vibrações da música erudita, as plantas ficaram viçosas e
visualmente belas; mas, ao ficarem sujeitas sob o efeito da música rock,
definhavam.
Sabe-se, igualmente, dos efeitos da
música sobre os animais. Há quem utilize o poder da música para maior produção
de leite, submetendo as vacas à audição contínua de música suave. Outros,
porém, utilizam-na para manterem os animais das suas explorações afastados dos
efeitos do stress.
Actualmente, está a ser utilizada
como tratamento de algumas doenças, a que chamam de «musicoterapia».
Mas o que vem a ser isto dos sons
musicais, que têm um efeito tão grande na vida dos seres vivos?
Não sabemos dizer; mas uma coisa é
certa: a música tem o poder de estimular os nossos sentidos. Há que fazer um
uso adequado dela, para se obterem os melhores resultados.
2º Andamento - Andante
A Primeira Banda
Será que a música é uma arte?
Há quem afirme que a música, em si
mesma, não o é. Porém, a qualidade de construir uma arquitectura sonora com os
sons musicais é uma das mais distintas formas de Arte.
Foi neste espírito que nasceu um
agrupamento na Polícia de Segurança Pública. Estávamos nos longínquos anos
vinte, quando, por iniciativa de um punhado de elementos policiais, começaram a
aparecer os primeiros sons dentro da Instituição. E como tudo estava a tomar
proporções de um grupo musical que já se tornava imperioso dar-lhe a mão, o
Comandante da Polícia de então, Coronel Ferreira do Amaral, convidou o capitão
António Esteves Graça para lhe dar um toque profissional e mais artístico.
Passou, assim, a ter-se uma Instituição possuidora de uma pequena Banda Marcial
para tomar parte nas cerimónias policiais, ou outras de carácter
representativo.
Passaram-se algumas décadas sob a
direcção de diferentes maestros, mas aquele agrupamento continuava da mesma
forma: com um sabor insípido a amador, pois só era possível estudar com mais
afinco quando o serviço policial o permitia. Era, sem qualquer erro, o «parente pobre» das bandas oficiais.
Quantas vezes aquele agrupamento ficou sujeito à compaixão dos profissionais da
música, quando se cruzavam em actividades similares, como, por exemplo, nos Festivais de Bandas Militares (?).
Mas não há mal que sempre dure, como
diz o provérbio, e estava a chegar o dia em que a Banda da PSP teria a
oportunidade de ter um recomeço brilhante da sua própria história.
3º Andamento - Allegreto
Oficialização da Banda Sinfónica
A
Com um quadro orgânico de 114
elementos, dispostos por vários naipes de instrumentos, era sustentada
legalmente por Decreto, Portaria e por NEP’s que lhe davam uma sólida estrutura
com todos os parâmetros bem definidos.
Foi um dia sobejamente desejado
pelos músicos policiais e por todos aqueles que já sentiam a necessidade de que
existisse na Corporação uma Banda ao nível dos pergaminhos da PSP. Um corpo de
artistas que representasse a Instituição policial com a dignidade que merecia.
Por outro lado, que o neófito
agrupamento não fosse um mal ditoso provérbio no meio artístico português e que
todos os que dele participassem, directa ou indirectamente, se sentissem
orgulhosos de ter algum compromisso com ele - nem que fosse meramente afectivo.
Estava colocado um grande desafio na
recém criada Banda Sinfónica. Agora, e daqui para a frente, ninguém a veria
mais como uma filarmónica formada somente por amadores amantes de música, pois
esta Banda possuía uma estrutura profissional. E dela se exigia que mostrasse o
valor artístico dos seus profissionais.
4º Andamento -
Allegro, ma non troppo
Ingresso de novos elementos
Para começar a preencher o quadro
daquele recém-criado agrupamento, era fundamental que aqueles que se
propusessem a concurso para o preenchimento das suas vagas tivessem uma
formação para além da simples vontade de querer fazer música. Todos, sem
excepção, que fossem possuidores de algum vínculo por laços históricos à
ex-banda do Comando Distrital da PSP de Lisboa - como então se chamava - tinham
um novo desafio pela frente: trabalho e mais trabalho, até estarem à altura dos
mínimos exigíveis para o ingresso naquele quadro. Caso estivessem interessados,
ninguém era deixado para trás, mas também ninguém entrava sem passar pelo crivo
da aprovação de um júri especializado e pré-constituído para o efeito.
Esgotados os meios da própria
Corporação, havia que lutar pelo recrutamento de novos elementos. E estes só
poderiam vir, naturalmente, de meios musicalmente ricos, como era o caso dos
conservatórios de música, academias ou de outras bandas militares.
E foi assim que se foi escrevendo,
degrau a degrau, o futuro da Banda
Sinfónica da Polícia de Segurança Pública.
5º Andamento - Allegro Moderato
Convites e Concertos
Passados alguns anos de intenso
trabalho e muita dedicação, os olhares daqueles que assistiam ao desenrolar dos
acontecimentos reformulavam as suas opiniões, pois sentiam uma nova energia,
que emanava deste agrupamento. As vibrações contagiantes começaram a percutir
suavemente os ouvidos até atingirem os corações dos que tinham oportunidade de
ouvir a nova Banda. E era qual canto de sereia: quem a ouvisse pela primeira
vez, já não poderia fugir-lhe ao encanto.
Conquistando o seu espaço no meio
artístico, havia que estudar o público-alvo de cada concerto e aplicar-se um
reportório adequado a cada situação. E esta bem-aventurada ia alargando os seus
horizontes e o pecúlio de obras preparadas para apresentações públicas. Era-lhe
exigido que assim fosse, tanto mais que as solicitações eram diversificadas.
Começavam a aparecer convites para
actuações na rádio e na televisão. Estas, muitas vezes ao vivo, como foi o caso
de uma série de apresentações para a Rádio Renascença, com o seu «Despertar», eram aplaudidas
entusiasticamente.
O «Correio da Manhã» trazia para a primeira página a figura de alguns
elementos da Banda. E se isso era motivo de orgulho, não o era menos de
responsabilidade. Mas também era esta a missão para a qual estava comissionada:
transportar o nome da PSP por todos os cantos e levar uma mensagem de carinho,
de afecto e de verdadeira aproximação para com o cidadão. Levar um abraço amigo
de todos os policiais, através da Arte
dos Sons, por todos os canais ao alcance, e dizer ao mais comum português
que a missão da PSP é de paz.
Chegava também a vez do INATEL
colocar no calendário da programação do Teatro da Trindade os célebres «Concertos Dominicais». E lá estava a
Banda Sinfónica da PSP a dizer para aquele público exigente e conhecedor, como
era o caso, de que a Banda da Polícia era um agrupamento que merecia ser
respeitado, pois o trabalho apresentado já era de grande valor e de muita
qualidade artística.
A estas pequenas conquistas,
juntavam-se outras apresentações de realce e em locais onde é exigível levar a
público espectáculos de inegável qualidade, tais como: Teatro S. Luís, Teatro
Nacional de S. Carlos, Teatro Maria Matos, Teatro D. Maria, Fórum Lisboa,
Ruínas do Convento do Carmo, Pavilhão Atlântico, Coliseu dos Recreios, Centro
de Congressos da FIL, Casa da Música, Centro Cultural de Belém, Mosteiro dos
Jerónimos, Fundação Calouste Gulbenkian, Aula Magna da Reitoria da Universidade
de Lisboa, Auditório “Paulo VI” - Fátima, Centro Cultural Olga Cadaval, etc..
Outro dos pontos altos das
apresentações da Banda da PSP foi, igualmente, a participação no filme «Recordação da Casa Amarela», de João
César Monteiro.
6º Andamento - Allegro Vivace
Actuações no Estrangeiro
Depois de muitas e variadíssimas
actuações por todo o território nacional, continental e insular,
surpreendentemente aparece pela primeira vez, em 1997, um convite para que a
Banda Sinfónica da PSP represente Portugal no Festival Internacional de Bandas Militares de Saumur.
Essa cidade francesa, onde a
elegância dos equídeos e dos seus nobres cavaleiros dá nome a uma terra de
requintado gosto, era agora palco para a primeira internacionalização da mais
jovem banda oficial portuguesa. Estava posto um novo desafio, sem precedentes,
para a Banda da PSP, e onde se deixou um selo de alto nível artístico. E de tal
forma o fez, que a organização daquele Festival a elegeu, de entre os 11
agrupamentos participantes, como a favorita para fazer o Concerto de Gala daquele evento. Ali teve a oportunidade de
acompanhar a cantora lírica russa Natacha Makarova e o grupo de dança clássica
de Paris, «Divertissement», numa
noite que ficará indelevelmente marcada na história das apresentações públicas
da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública.
Este Festival Internacional tem
lugar de dois em dois anos e, desde aquela altura, a organização daquele evento
faz repetidamente o convite à Polícia de Segurança Pública para que a sua Banda
Sinfónica participe. A cada ano que passa, vêm manifestando o seu desejo,
incluindo a voz daquele povo que, dizem, reclama a presença da Banda da PSP.
Nessa mesma missão, em 2000, a Banda
recebeu novamente outro convite para participar num Festival Internacional,
desta feita na cidade de St. Ettienne, a cidade francesa que viu nascer
Massenet, esse enorme vulto mundial da composição musical.
E não foram poucos os convites para
actuar no estrangeiro. Seguiram-se-lhes os de Trieste, em Itália, San Remo e a
sua «Festa das Flores», em Itália,
Vigo, em Espanha, etc..
7º Andamento - Piú Allegro
Gravação de CD’s
Por todos os meios se fazia e se vai
fazendo chegar a mensagem da PSP e da sua Banda Sinfónica. É assim que um
agrupamento verdadeiramente profissional se apresenta em público e faz jus dos
seus valores artísticos. E como a tecnologia evoluiu, são-nos oferecidos outros
meios de divulgação e de destinos para se poder transmitir esta mensagem
universalmente conhecida. A gravação digital veio revolucionar e facilitar o
registo sonoro da Banda da PSP.
Neste sentido, não foi difícil para
as empresas discográficas mostrarem interesse na captação da qualidade tímbrica
e interpretativa da nossa Banda Sinfónica.
Em 1997, e pela primeira vez,
apareceu uma empresa espontaneamente decidida em levar a Banda para estúdio.
Assim, surgem nesse ano dois CD’s.
Em 2005, uma outra empresa convida a
Banda para gravar outro CD.
Em 2007, já foram gravados outros
dois CD’s.
E os projectos continuam…
Interessante notar as críticas dos
especialistas nestas matérias. Para aqueles que têm a função de julgar aquilo
que sai para o mercado discográfico, atribuíram à Banda da PSP uma nota muito
elevada pelos trabalhos apresentados. E isso também é importante para a imagem
da Polícia de Segurança Pública, nesta geração globalizada e sem fronteiras.
Neste momento já podemos encontrar
os registos discográficos nas melhores empresas da especialidade: em Portugal,
na «Jorsom» e na «Afinaudio»; em França, na «Corelia» e a «Molenaar», na Holanda.
8º Andamento - Molto Moderato
Maestros estranhos à Corporação
Não há quem deseje subscrever um
trabalho que saiba de antemão que não lhe será favorável. Disto ninguém tem
dúvidas, e muito menos os artistas desta Arte.
Os maestros - considerados no topo
da hierarquia musical -, nas suas apreciações, revelam o verdadeiro conceito
dos agrupamentos musicais. Nenhum deles quer dirigir, seja a que preço for, se
o elenco do grupo não lhes trouxer garantias de qualidade musical que se
preveja, à partida, na elaboração de um reportório exigente e bem interpretado.
Nesta área, a Banda Sinfónica da
PSP, felizmente, também já foi testada e passou com distinção. Inscreve-se no
seu currículo a passagem de alguns maestros que tiveram a oportunidade de
conhecê-la e de cujo trabalho, em conjunto, ficaram muito boas e gratas
impressões para ambas as partes.
Nacionais e estrangeiros,
conhecedores e mestres da sua profissão, mostraram-se deslumbrados com a
magnífica interpretação musical da Banda Sinfónica da PSP e dos verdadeiros
artistas que a compõem.
Anotam-se aqui alguns deles:
Maestro Cónego Ferreira dos Santos,
Maestro António Leitão, Maestro César Batalha, Maestro Jan L. Jacobsen, Maestro
Sir David Withwell, entre outros.
E porque a Banda já atingiu uma
maturidade digna de realce, o instituto PIAGET (Instituto Superior de Estudos
Interculturais e Transdisciplinares) veio recentemente propor à Banda da PSP
uma parceria para a elaboração de cursos de «pós-graduação e especialização em direcção de orquestra de sopros»
- como as bandas de música são conhecidas, especialmente no estrangeiro e nos
meios mais eruditos.
Este é, sem dúvida, o melhor «selo de qualidade» que pode ser
atribuído por uma instituição de ensino superior de música.
9º Andamento - Vivace
Coros e Solistas
Tal como os maestros, os coros e os
solistas não desejam apresentar-se em público com agrupamentos de fraca
qualidade. Mas, por este lado, a Banda da PSP também já tem a sua boa
experiência e conta com um número de exibições conjuntas que lhe dá o à-vontade
necessário para sentir-se confortável tanto com coros como com solistas.
O acompanhamento de coros e de
solistas vocais ou instrumentais requer um domínio muito grande por parte dos
instrumentistas que acompanham, posto que a parte acompanhada ficará valorizada
ou morrerá no palco se o agrupamento acompanhador não tiver as devidas
valências de sonoridade muito bem equilibradas.
Aqui também a experiência
profissional da Banda da PSP é sobejamente conhecida e com as melhores
referências nacionais e estrangeiras.
E já não são poucas as vezes em que
a Banda tem acompanhado os melhores artistas, dos quais se destacam os
seguintes:
Carlos Guilherme (tenor), Natacha
Makarova (soprano), Sofia de Castro (soprano), Silvestre Fonseca (guitarra
clássica), Maria João e Mário Laginha (piano), Sérgio Carolino (tuba), entre
outros.
Contam-se, ainda, as apresentações
conjuntas com as seguintes formações vocais:
Coro do Millennium BCP, Coro de St.
Amaro de Oeiras, Coro do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional),
Coro da Rádio Renascença, Coro Stella Vitae, entre outros.
Estamos, neste momento, em
negociações artísticas com o cançonetista Tito Paris, um artista que nos merece
o maior respeito e consideração. A apresentação pública com este artista
reveste-se do maior cuidado e de um alto significado, bem como num novo desafio
que, estamos certos, o público apreciará.
10º Andamento - Presto
Final
Tudo isto, dito de uma forma tão
ligeira, parece, à primeira vista e para quem não conhece minimamente o meio
artístico, que se trata de qualquer coisa que se conquista com a maior das
facilidades. Na verdade não é bem assim. É preciso dedicação e muitas horas de
trabalho, pois a vida artística tem as suas rosas mas também tem muitos
espinhos. E o público estará lá, soberano e poderoso, para julgar. Muito
sensível e generoso para com aqueles que o sabem conquistar, mas tremendamente
cruel para crucificar os que o fazem desperdiçar qualquer segundo que seja sem
lhe tocar verdadeiramente o coração.
Pela nossa parte, faremos tudo para
que a Banda Sinfónica da Polícia de
Segurança Pública seja sempre conhecida pelas mais convincentes e nobres
razões, e que a sua mensagem tenha o atractivo de levar os afectos de uma
Corporação de homens e mulheres que tem o mais alto interesse em servir os
concidadãos de uma Pátria à qual todos pertencemos.
Ernesto Esteves
Subintendente
Maio - 2007