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GRIPE-A e eleições (2)

4 September 2009

gripe e eleições

Resposta a questionário do DN:
– estão previstas algumas medidas de desinfecção, nomeadamente do material que é partilhado, como canetas, durante a votação?
Essa avaliação é feita em conjunto entre o Ministério da Administração Interna e o Ministério de Saúde. Os actos eleitorais decorrem em circunstâncias bem definidas que não envolvem situações distintas de outras do nosso quotidiano, pelo que não existem riscos acrescidos de contágio pelo facto dos cidadãos se deslocarem aos locais de voto.

Em parceria com as autarquias vai ser usada a oportunidade para divulgar informação pública sobre a prevenção e tratamento do H1N1.

A DGAI e DGS darão indicações e orientações úteis aos membros da mesa e aos eleitores.

O Boletim de voto, o principal elemento do acto eleitoral, é pessoal, sendo elevada a proporção de eleitores que usam também  canetas pessoais, prática que será incentivada.

– haverá indicações para os membros das mesas de voto, nomeadamente em relação à distância que devem manter dos eleitores ou por exemplo  ao uso de máscaras?
Respondido acima.
– os membros das mesas de voto que tiverem doenças crónicas ou grávidas, por exemplo, serão aconselhados a não participar, sendo substituídos?
A bolsa de agentes eleitorais é suficiente para ocorrer a qualquer situação que, no concreto, justifique a substituição de membros das mesas de voto, não havendo, à partida, critérios de exclusão de qualquer pessoa que venha a ser designada para membro de uma assembleia de voto.

O texto publicado no DN de 4 de Setembro foi enriquecido com informações adicionais e oferece uma avaliação objectiva do quadro com que o País se defronta,nos termos seguintes:

O Ministério da Administração Interna prepara-se para incentivar os portugueses a levar esferográfica de casa para pôr a cruzinha no boletim de voto. Tudo para evitar que as eleições possam aumentar o contágio da doença. Portugal tem já cinco mil casos

Nas próximas eleições, as canetas presas por um cordel que estão disponíveis em todas as cabines de voto do País arriscam-se a não ser usadas – tudo por causa da gripe A (H1N1). É que, para evitar o contágio, a Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) prepara-se para aconselhar todos os eleitores a levarem a sua própria caneta para os actos eleitorais marcados para 27 deste mês (legislativas) e 11 de Outubro (autárquicas).

A preocupação das autoridades resulta do facto de as eleições se realizarem numa altura do ano – Outono – considerada pelos especialistas como mais propícia para a contaminação pelo vírus H1N1 devido ao arrefecimento das temperaturas.

Segundo explicou ao DN fonte oficial do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, a proporção de eleitores que “usam canetas pessoais” já é elevada. Por isso, as autoridades vão apostar em incentivar esta prática. A caneta é o que mais preocupa, pois “o boletim de voto é pessoal”, esclarece a mesma fonte.

Mas tanto do Ministério da Administração Interna como do Ministério de Saúde vem a garantia de que não há “riscos acrescidos de contágio pelo facto de os cidadãos se deslocarem aos locais de voto”. No entanto, os dois ministérios estão ainda a avaliar a necessidade de medidas especiais. Medidas estas que dependem da evolução da doença, salientam.

Substitutos prontos

Na Argentina, o primeiro país a realizar eleições em plena pandemia, as autoridades recomendaram o uso de máscaras aos milhares de pessoas destacados para as mesas de voto, por exemplo.

Por cá, a DGAI e a Direcção–Geral da Saúde também irão dar indicações e orientações úteis aos membros da mesa. E por enquanto, adiantou o MAI, não está previsto que pessoas que pertençam a grupos de risco, como grávidas ou doentes crónicos, sejam impedidas de integrarem listas para a assembleia de voto.

No entanto, para fazer face à possibilidade de, à última hora, algum elemento da mesa ficar infectado, o Governo definiu uma “bolsa de agentes eleitorais”. Isto é, um conjunto de suplentes, que já receberam formação.

Pelo País há 12 mil mesas de voto, com cinco pessoas cada. O DGAI garante, porém, que a bolsa é “suficiente para acorrer a qualquer situação que, no concreto, justifique a substituição de membros das mesas de voto”.

As autoridades de saúde e as autarquias vão ainda aproveitar as eleições para fazer campanhas sobre prevenção e tratamento do H1N1.

Quanto à campanha para as legislativas, que começa já no próximo dia 12, os principais partidos já garantiram ao DN que estão atentos às indicações das autoridades de saúde, mas que não têm ainda previstas alterações. Comícios, arruadas e os beijinhos da praxe continuam no calendário dos políticos nacionais”.

Fonte online: DN de 4 de Setembro.

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