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“PS cede à oposição no ‘google’ da informação criminal”?!

16 June 2009

Devo a quem lê este blog uma Leitura anotada do artigo “PS cede à oposição no ‘google’ da informação criminal” Data: 16-06-2009
Fonte: Diário Notícias Páginas:10

googhle siic

É verdade: o Partido Socialista aceitou reforçar a fiscalização dos acessos ao Sistema Integrado de Informação Criminal (SIIC).Hoje na 1ª comissão O PS, em boa articulação com o Governo, aprsentou uma proposta de criação de um Conselho de Fiscalização, eleito pela Assembleia da República, por uma maioria de dois terços dos deputados, um modelo semelhante ao órgão que inspecciona a actividade do Sistema de Informações da República.

É verdade: a proposta vai ao encontro das preocupações levantadas pelos partidos da oposição, quando a lei, que estabelece as condições desta “interoperabilidade” dos sistemas de informção dos OPC’s (foi apresentada na passada semana na AR e aprovada, na generalidade, apenas pelo próprio PS).
É verdade: o deputado Nuno Magalhães desafiou o Governo a aceitar que a CNDP tivesse de apresentar relatórios periódicos à Assembleia sobre a actividade do SIIC. O PCP, o BE e o PSD manifestaram-se também pelo reforço do controlo.
O Governo e o PS, excedendo o sugerido,apresentaram uma proposta forte, de sistema de fiscalização misto e conjugado.

Lembrei no Plenário que o facto de o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna ter papel relevante na condução e gestão do SIIC não acarreta que este possa ter acesso às informações intercambiadas, pelo que é absurdo falar em “governamentalização do acesso à informação criminal”.
No dia 7 de Junho, o Correio da Manhã publicou uma entrevista em que anunciei a abertura do Governo a um reforço da fiscalização do SIIC.

Leio hoje no DN – em mais um episódio da emotiva saga “google da informação criminal”- que em resposta às críticas parlamentares avisei “os deputados que não tinha “medo de fantasmas” do passado, numa referência clara às preocupações do PCP”, mas os deputados nada me ouviram “em relação ao reforço no controlo aos acessos”.
Segue-se foto, com a legenda bíblica: “José Magalhães cedeu”.

Quem confeccionou esta sopa de letras, persegue obsessivamente a seguinte tese conspirativa: no plenário, o membro do Governo declarou abertura a aperfeiçoamentos na especialidade, mas não anunciou se aceitava ou não as sugestões da oposição (tese subjacente: o verdadeiro artista teria anunciado logo, como nos leilões, o sim ou sopas).A aceitação do reforço da fiscalização veio a ocorrer depois do debate e é “ceder”.
Indo à INFOPÉDIA percebe-se que ceder é
1.não resistir
2.transigir
3.sujeitar-se
4.conceder
5.dar-se por vencido
6.diminuir de intensidade.

Na linguagem da política espectáculo,havendo um ponto em debate, é forçoso que quem discute adopte a postura dos lutadores de Kung Fu, com ossos a partir e contradições insanáveis.
Se um interlocutor se distingue por ser resistentel aos argumentos alheios, é forçosamente “arrogante” (pode ser apenas “coerente”),”intolerante”(pode ser firme nas convições) e “autista” (execrável forma de brincar com uma doença grave e perverter a linguagem política).
Se um interlocutor prima por ouvir os argumentos dos outros e conclui que deve dar um passo na ponte que leva ao entendimento isso é um desastre mediático, não tem sal, nem pimenta, nem dá “cacha”,nem faz palpitar os corações.”PS e oposições de acordo” não é título, é chá de tília. “Sicrano defende reforço da fiscalização”-idem, camomila.Optemos então por uma coisa sexy:”Beltrano cedeu”.
Escreva o menino 1000 vezes “cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu,cedeu(…).

Esta puerilidade política aparece impressa e confere título de especialista em assuntos de segurança no mercado da publicação de letras? Parece que sim.

No caso concreto,a teoria conspirativa não resiste a um bafo de verdade: findo o debate, o Governo ponderou os próximos passos (é uma matéria em que ninguém diz, em democracia “l´´Etat c’est moi”); foi acordado que deveria haver mais fiscalização, de forma inequívoca, por forma a encerrar a questão;foi escrita a proposta e debatida com o GP PS; fui mandatado para anunciar no CM de dia 7, a proposta; cumpri;o GP PS formulou a proposta e apresentou-a;cumpriu.
Cedi?Cedemos?

Não é a política a sábia arte de receber e conceder, sem outras armas que não as da razão e bom senso?
Responda o leitor/a…E ria-se.A história tem um happy-end, que obviamente não é notícia, mas é happy e é end. Adeus cacha.

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