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Os perdidos e achados…

11 February 2009

perdidos_achados

De vez em quando,surgem na comunicação social peças que descrevem aspectos do dia a dia das forças de segurança com apreço e um tom humano que fazem justiça a quem presta serviço sem pedir elogios. Assim aconteceu com a entrevista da Agência Lusa, ao chefe da Secção de Perdidos e Achados do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, Sérgio Araújo,que foi largamente difundida, com proveito para que a pôde ler.

É preciso um  saber feito de muitos anos de experiência para conseguir explicar com rigor o serviço de Perdidos e Achados da PSP com abundância de dados, rigor no enquadramento e enorme simplicidade na linguagem. Quando fui encarregado de lançar o Sistema Integrado de Informação Sobre Perdidos e Achados, utilizado pela GNR e PSP desde Janeiro de 2008, passei muitas horas a avaliar velho modelo de prestação do serviço, assente no papel, variável quanto ao enquadramento e gestão. Desde há muitos anos que ninguém avaliava o funcionamento do sistema, o que fazia pesar sobre o pessoal da primeira linha a responsabilidade de fazer opções em casos dúbios (muitos), deixando gerar situações melindrosas (ex: que destino dar a bens perecíveis achados por aí? Onde guardar dinheiro encontrado? Como fazer saber que o perdido foi achado?).

Compreendi depressa que não bastava fazer um sistema de informação alojado na Net. Como tantas vezes ocorre, o planeamento de uma nova ferramenta tecnológica criava uma oportunidade/necessidade de rever regras, quebrar rotinas e inovar nos procedimentos.E foi o que se fez,através de uma portaria (1513/2007), que estabeleceu os procedimentos a adoptar pelas forças de segurança em relação a objectos perdidos e achados e só depois determinou a criação do Sistema Integrado de Informação sobre Perdidos e Achados.

A alteração de procedimentos fez-se com preocupação de gradualismo e atenção aos meios disponíveis (coisa que me levou a rejeitar vigorosamente a ideia – que apareceu durante o debate preparatório – de concentrar num mega-serviço único todos os serviços de perdidos e achados , incluindo os municipais, em especial os  de empresas de transportes). Tentar alcançar esse objectivo a tempo de cumprir o SIMPLEX seria rematadamente matar o projecto, sem necessidade uma vez que antes de arrumar casa alheia importa tratar da própria. Concentrou-se, pois, o esforço em torno do ponto certo e, em cima do prazo, mas bem a tempo, o serviço foi activado.

Um ano depois, o balanço é muito interessante, mas não é isso que quero hoje assinalar. Gratificante a valer é o facto de os homens e mulheres que estão na primeira linha terem hoje melhores condições para o seu trabalho. Mas estão também cientes do que falta fazer (na parte final do seu depoimento em video isso é assinalado certeiramente pelo chefe Araújo: é preciso reinstalar o serviço da PSP em Lisboa).

A vantagem do novo modelo foi bem percebida: ” O serviço é muito bom e muito útil, porque até aqui a pessoa perdia a carteira em Lisboa e procurava só em Lisboa, se a carteira aparecia depois no Algarve, no Porto ou noutro lado perdia o fio à meada.Actualmente,  sempre que uma pessoa procura aqui ou numa esquadra nós sabemos-lhe dizer imediatamente se apareceu ou não e onde é que está”.

Obviamente a batalha pela melhoria da qualidade continua, mas é importante perceber como eram as coisas  e como estamos hoje.
Vale a pena ler o texto da entrevista e o depoimento em video.

Tão profundo  empenhamento e eficácia  só podem merecer reconhecimento e aplauso.

José Magalhães

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