imagem de topo do blog A Nossa Opinião; MAI - Liberdade e Segurança; 'Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão'.(artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos). [ imagem produzida pelos Gráficos à Lapa para este blog do MAI, A Nossa Opinião ]

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SEGURANÇA,PRIORIDADE ORÇAMENTAL

17 September 2007

artº DE - prioridade orçamental 

Titula o Diário Económico em primeira página  que “Segurança é prioridade no OE de 2008“. Verdade.E adita que o Governo socialista vai investir 93 milhões de euros para modernizar as polícias, uma subida de 46% face a 2007.

O que é bizarro vem logo na abertura do texto sobre o orçamento do MAI: “Bandeira da direita, a segurança será um das prioridades do novo Orçamento socialista. Numa altura em que o país discute a onda de assaltos, o PIDDAC para 2008 prevê mais 30 milhões para as polícias”.

No interior (p.4) a mesma ideia é retomada, fazendo-se uma correlação entre a descrição mediática de ocorrências criminais recentes e as opções projectadas no OE2008 (“Um reforço na frente da segurança numa altura em que aumentam os sinais que dão conta de uma aumento da criminalidade em Portugal”).

O artigo assenta num erro de pressupostos bem grosso: a segurança é, desde há  muito, bandeira da esquerda moderna com total legitimidade e coerência. Sem ela não há liberdade.Liberdade e segurança são indissociáveis. Na verdade é de direita a afirmação segundo a qual só a direita pode governar em segurança. A nossa História recente e remota prova…o contrário. O estado  a que chegaram as nossas esquadras só se explica por uma sucessão de omissões de investimento, lacunas de regulação e opções erradas de governos …de direita. Esses que querendo passar por “donos da bandeira” não tomaram no terrenos concreto as medidas que poderiam garantir a segurança – não a retórica vazia, o verbo securitário sem verba.

O OE é, pois, coerente com as regras da reforma anunciada em 28 de Fevereiro pelo Primeiro-Ministro. E basta atentar na data para se perceber que o Governo não se inspirou nas manchetes das últimas semanas para tomar as medidas que agora se projectam no OE08. A primeira lei de programação de Investimentos em instalações e equipamentos das forças de segurança está já em vigor, foi debatida na AR. É a primeira e foi proposta por um Governo…de esquerda. Como afirma um politólogo (Manuel Marinho) citado pelo artigo da p.4  há um défice de investimento,´”é normal que haja reforço”. Exactamente! E quem o faz? O Governo que assumiu esse compromisso no seu Programa eleitoral.

Percebe-se que a direita se sinta privada de um mito muito cultivado e de uma bandeira que deve ser causa comum. Resta-lhe refugiar-se no alarmismo e no securitarismo, duas aberrações cujo êxito, se a esquerda for eficaz como há razões para crer, será nulo.

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