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O 117 e o 112

8 August 2007

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O texto do DN (8-08-07)sobre a subsistência do número de emergência 117 e as suas reais ou supostas formas de utilização no presente momento, reproduziu  – de modo não exemplarmente claro – esclarecimentos na véspera prestados pelo MAI, aditando-lhes afirmações sobre o seu uso e alegado abuso, não imputáveis ao Ministério.

 I

 Eis o que foi respondido:

“1- Não há responsável nacional pela linha “117”. As chamadas telefónicas para o 117 são encaminhadas pela PT para o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da área.

2-Não se exclui que os bombeiros recorram à linha 117, para comunicações circunstanciais, quando há interferências nas redes de rádio que eles normalmente utilizam. Ainda assim, só é possível que isto ocorra em comunicações entre cada quartel e o respectivo CDOS.

 3-Todas as corporações estão munidas de equipamentos de rádio que lhes permitem comunicar internamente sem recorrer ao telefone e sem custos. As corporações utilizam duas redes – a rede operacional dos bombeiros e a rede estratégica de protecção civil. Trata-se de redes distintas, mas ambas são do Ministério da Administração Interna. 

4-O 117 nunca foi desactivado porque, de acordo com informações prestadas por corporações de bombeiros, em algumas regiões do país este número funciona melhor que o 112. De qualquer forma, está em curso uma reestruturação do 112, que já compreende funcionalidades de geolocalização e será actualizado segundo as melhores práticas europeias, e finda essa reestruturação tornar-se-á desnecessário então dispor do 117.

 5-O Estado português nunca foi punido, a nível comunitário, por não ter eliminado esta linha. Apesar de a política da União Europeia estar orientada para a existência de um só número, vários estados membros possuem mais do que um número”.

   II

Quando a Antena 1 me pediu um comentário, foi com gosto que acedi a prestá-lo, uma vez que tenho vindo a acompanhar directamente a reestruturação do número nacional (e  europeu) de emergência – o conhecido 112 -, cujo upgrade foi sendo assegurado, colocando Portugal a salvo de qualquer reparo das instâncias competentes da União Europeia.Há hoje funcionalidades de geolocalização de chamadas em todo o território nacional que são uma mais-valia e seguir-se-ão outras medidas de reforço da qualidade do serviço. 

Limitei-me, por isso, a explicar o que foi já feito e aludi à iminência da decisão ministerial sobre o “112 do Futuro”, cujos estudos estão concluídos. Apenas isso. Como é timbre do MAI, não se comentam putativas disfunções sem prova adequada, nem se lança sobre as corporações de bombeiros suspeições nebulosas.

 III

Fiquei assim espantado quando ouvi a peça que a Antena 1 difundiu imputando-me a confirmação oficial da “cacha” do DN.

Usando as ferramentas da web 2.0, produzi um filminho em que digo o que penso e em que se ouve o que de facto disse, antecedido do que nunca me saíu da boca.

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No mundo mediático de cada dia, coisas destas acontecem, mas não são dias de glória informativa. A web permite repor a verdade.

JM

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