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Medidas de segurança para Benfica-Sporting serão “adequadas”

28 April 2007

Copio aqui o texto difundido em vários órgãos de comunicação social sobre tema da segurança de eventos desportivos,debatido no dia 27 em plena Comissão de Assuntos Constitucionais,Direitos, Liberdades e Garantias.

Tendo sido perguntado sobre a matéria no Parlamento, em sessão pública, transmitida pelo Canal Parlamento, vi-me colocado na nada invulgar situação de não poder dizer de mais …nem de menos. A verdade é que o relatório sobre as ocorrências no Benfica-Porto,pedido à Inspecção-Geral da Administração Interna chegou ao MAI na segunda-feira, foi de imediato encetado o seu exame, na nossa esfera própria.  Julgo que foi correcto centrarmos a nossa acção não na autópsia do passado ( e respectiva divulgação pública), mas na extracção de ilações práticas para a organização aperfeiçoada do evento de domingo. Fizemo-lo com participação activa de todos os protagonistas e de forma discreta.

 Confrontado com a questão no Parlamento, não me limitei a dizer que  serão tomados “todos os procedimentos adequados para garantir a segurança durante o jogo de futebol Benfica-Sporting no domingo”. Tive ocasião de reflectir sobre a curiosa “amnésia de mérito adquirido” que se sucedeu ao domingo violento.

Subitamente, dir-se-iam esquecidos os passos positivos que refundiram o quadro legal,levaram a gastos de milhões em modernos equipamentos de vigilância, permitiram inovações na cooperação segurança pública-segurança privada… Tudo isso junto catapultou Portugal para lugar honrado em matéria de de segurança desportiva e o mérito adquirido é reconhecido generalizadamente. Mas somos assim propensos a estes estados de crise de confiança.

O debate parlamentar teve vários méritos, o maior dos quais foi comprovar o apoio geral à decisão de investigar a fundo o que falhou no Benfica-Porto e a prudência de evitar polémicas sobre o passado na hora de preparar bem o evento de domingo. Ninguém se dissociou dessa postura, o que constitui boa ajuda à acção de quem no terreno tem de assegurar que tudo corra bem.

Por isso mesmo, creio que não fica mal informado quem ler a descrição seguinte, difundida pela Lusa:

“Em resposta a uma observação do deputado centrista Nuno Magalhães, antigo secretário de Estado da Administração Interna num Governo de maioria PSD/CDS-PP, José Magalhães garantiu que não se repetirá a situação de adeptos visitantes ficarem numa bancada superior aos dos adeptos visitados, como aconteceu, no dia 01 de Abril, no jogo Benfica-FC Porto, em que ocorreram incidentes violentos.

José Magalhães foi ouvido hoje à tarde na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na sequência de uma solicitação do CDS-PP, para questionar o Ministério da Administração Interna sobre, nomeadamente, que medidas foram “tomadas ou não” para prevenir e impedir os incidentes violentos em causa.

Os incidentes no decorrer do encontro da 23ª jornada, a 01 de Abril, causaram três feridos – um dos quais teve de ser hospitalizado -, depois de adeptos do FC Porto terem enviado petardos para uma bancada inferior onde estavam adeptos do Benfica.

Um adepto “azul e branco” foi detido e outros 50 foram retirados das bancadas do Estádio da Luz para serem revistados durante o encontro, sendo que a maioria não regressou.

Nuno Magalhães referiu que relativamente à preparação da segurança do jogo Benfica-FC Porto ficou a ideia de que “a PSP não foi tida nem achada“, cabendo ao clube “encarnado” a responsabilidade de colocar os adeptos “azuis e brancos” numa bancada superior aos adeptos do Benfica.

Reconheço que é impossível revistar todos os adeptos e detectar petardos muito pequenos, mas não se aceita que adeptos visitantes sejam colocados numa bancada superior aos visitados”, afirmou Nuno Magalhães.

O deputado centrista lamentou, por outro lado, que ainda não tenha sido regulamentada a lei de segurança privada desportiva.

O secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, observou que o modelo de segurança desportiva assenta numa “filosofia de coordenação entre segurança pública e privada, numa conjugação inteligente e certeira“, para prevenir e combater incidentes nos estádios.

José Magalhães lembrou que mandou instaurar um inquérito aos incidentes ocorridos a 01 de Abril na Luz, adiantando que o mesmo já foi concluído e entregue ao ministro da Administração Interna, António Costa.

O governante não revelou as conclusões do relatório, que oportunamente serão divulgadas, mas admitiu haver “um reparo” a ter em conta, dando a entender que se refere à situação de adeptos “azuis e brancos” terem sido encaminhados para uma bancada superior à dos adeptos do Benfica.

Todas as acusações que o senhor deputado (Nuno Magalhães) fez terão operacionalização adequada. Serão tomados todos os procedimentos para garantir a segurança do jogo de domingo, nomeadamente ao nível do acompanhamento dos grupos de adeptos, em articulação com os parceiros desportivos envolvidos, que têm manifestado toda a disponibilidade em termos de cooperação“, afirmou o governante.
De facto afirmei exactamente isso e tenho esperança no pleno sucesso das medidas preparadas.


 

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