imagem de topo do blog A Nossa Opinião; MAI - Liberdade e Segurança; 'Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão'.(artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos). [ imagem produzida pelos Gráficos à Lapa para este blog do MAI, A Nossa Opinião ]

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O crime de Benavente e o sentimento de segurança

15 April 2007

Muitos dos estudos sobre os factores que geram ou minam o sentimento de segurança nas sociedades sublinham a importância decisiva da projecção mediática dos crimes.Nas sociedades democráticas o debate centra-se na busca do ponto de equilíbrio entre o direito/dever de informar e o sistema legal que protege a investigação,fixando limites à divulgação de dados que podem afectar valores relevantes,dificultando a progressão da descoberta da verdade ou a captura de suspeitos.
Não sendo fácil encontrar esse ponto de equilíbrio, só susceptível de definição de forma muito concreta em cada caso,abre-se um amplo campo de escolha que os órgãos de comunicação social percorrem de forma própria, nele projectando o seu livro de estilo,ou seja, o seu código de valores.
Em momentos pós-traumáticos como os que se seguem a actos de brutal violência, o desfile das manchetes sobre o crime (em especial quando se trata de crimes de sangue) influi significativamente na criação da reacção social ao episódio chocante, ampliando o medo e a insegurança.Os mais admiráveis editores jornalísticos atingem a excelência dizendo a verdade sem atiçar o medo.É,contudo, mais frequente a situação oposta.
Quando as forças de segurança cumprem com êxito as suas missões, capturando suspeitos, o teste à excelência é igualmente inevitável.
O crime de Benavente não fugiu a esta “lei de bronze”.Não comento aqui aquilo que peritos poderão submeter a estudo, para aferir os meios que o Governo pôs em marcha para contrariar o sentimento de insegurança e assegurar a captura dos suspeitos.
Anoto apenas que, uma vez efectuada a captura,obviamente muito importante e por todos ansiada, a sua divulgação mediática obedeceu a parâmetros muitos distintos, que configuram estilos de noticiar e percursos jornalísticos situados em pólos bem diferentes.
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[clique sobre a imagem para ampliar]

Nos dois exemplos de que aqui deixo registo, um órgão dedica ao evento página inteira com destaque resultante da paginação e com análise de uma equipa jornalística, outro cola num canto inferior esquerdo, fragmentos de um espacho da Lusa.
Palavras para quê?

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