imagem de topo do blog A Nossa Opinião; MAI - Liberdade e Segurança; 'Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão'.(artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos). [ imagem produzida pelos Gráficos à Lapa para este blog do MAI, A Nossa Opinião ]

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A VITÓRIA DA JUSTIÇA E DA SEGURANÇA

14 April 2007

A comunicação social ecoa a informação mais aguardada desde o momento em que a violência absurda ceifou, em Benavente,a  vida de uma mulher corajosa e mãe abnegada, a cidadã Eduarda Ferreira.

Em poucas linhas, veio  a notícia reveladora de que culminou em captura certeira  o esforço desencadeado logo após o assassinato.De forma bem coordenada,a PJ, a GNR e a PSP tomaram as medidas necessárias e o resultado pretendido foi alcançado uma semana depois do evento trágico. Leio um resumo:

“A GNR de Benavente deteve, este sábado de madrugada, três presumíveis autores da morte de uma funcionária de uma bomba de combustíveis local, detenção feita no âmbito de operação de combate à criminalidade. 

«Tratou-se de uma operação normal de combate à criminalidade para detectar eventuais pessoas fugidas à justiça e outros tipos de delito, mas a atenção dos agentes esteve particularmente virada para uma possível localização dos autores do assalto de Benavente», disse fonte da GNR, acrescentando que as identidades dos três indivíduos, todos do sexo masculino entre os 21 e os 38 anos, «estão confirmadas e não há dúvida de que se trata dos autores do assalto à bomba de combustíveis de Benavente». Compreendo muitíssimo bem como foi

 gratificante para a GNR de Benavente ter podido  intervir na captura dos três indivíduos, mas ninguém deve ver nesse regozijo uma reclamação corporativa que diminua o papel crucial desempenhado por todos os que lançaram e levaram a bom termo a investigação, desde logo a PJ.

Pude ouvir, na quarta-feira, no Salão Nobre do MAI, o relato sucinto oferecido por um qualificado representante dessa polícia aos membros da Comissão para a Segurança dos Postos de Combustível.

 Mais tarde, na conferência de imprensa que fiz sobre as medidas em execução ou em preparação no âmbito do Programa “Abastecimento Seguro” recusei-me a fazer declarações sobre o tema, salvo para anotar que davam muito má contribuição para a captura aqueles  media que inundaram a praça pública de  “reconstituições” inexactas e pormenores fantasiosos imputados a fontes anónimas que, claro,” estavam lá”.

Testemunhei muito de perto como é duro para quem sabe que tem um País inteiro suspenso dos resultados do seu trabalho, ter de ler, ter de ver e ter que ouvir a desbocada fantasia à solta sem poder replicar, rectificar ou sequer apelar ao proverbial “deixem-nos trabalhar”.

Agora que há informação susceptível de ser prestada, abre-se uma fase nova.A fantasia pode ser substituída pela nudez crua da verdade, coisa essencial para que os cidadãos reforcem a sua confiança naqueles que respondem pela nossa segurança.Como se viu, eles bem merecem essa confiança.E bem mereceriam que o sensacionalismo e a ânsia de reportar a todo o custo cedessem perante a necessidade de contribuir não para o êxito das tiragens, mas para o sucesso das investigações.

JM


 

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