imagem de topo do blog A Nossa Opinião; MAI - Liberdade e Segurança; 'Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão'.(artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos). [ imagem produzida pelos Gráficos à Lapa para este blog do MAI, A Nossa Opinião ]

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Um debate saudável sobre o papel da blogosfera

18 March 2007

Tem vindo a suscitar vivo debate a ampliação da presença do MAI na Internet. Muito em particular, a tribuna de opinião que aqui abrimos protagonizou um vasto conjunto de análises, reportagens e comentários.

Fiquei reforçadamente contente por termos escolhido o artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos para, no cabeçalho, encimar sempre “A NOSSA OPINIÃO”. Parecia-nos coisa óbvia, mas a a vida é, muitas vezes, surpreendente: há, aqui e ali, quem ache que, a termos opinião, só pode ser expressa através de mediadores e nunca em resposta a outrém.

Há, até, quem rasgue as vestes por ver membros de Governo a estudar a opinião publicada e a cruzar argumentos a partir da blogosfera, como se esta tivesse à porta o famoso cartaz “Reservado o direito de admissão” ou estivesse condenada a ser povoada apenas por não governantes.

Felizmente não é assim. O que está aberto a qualquer um não pode estar fechado a quem tem responsabilidades decorrentes do exercício de um cargo político. Bem ao invés: diz a lógica mais elementar que quanto maior a responsabilidade, maior é o dever de explicação das decisões tomadas ou em preparação.

Por coincidência Portugal vai acolher durante dois dias parlamentares de vários países europeus interessados em aprofundar a reflexão sobre o que a Web 2.0 pode trazer à acção política (IX Conferência da European Parliaments Research Initiative – 19/20 Março, Assembleia da República). A agenda foi centrada sobre as novas ferramentas electrónicas e os procedimentos a adoptar para dinamizar a vida democrática e mobilizar a participação cívica. É , de facto, isso que merece debate intenso: como quebrar as amarras e as peias típicas do arquétipo comunicacional pré-digital.

 

A este propósito, muito me apraz assinalar, pelo bom senso e cultura digital democrática que revelam, as considerações do Prof. Rui Tavares inseridas na reportagem que a RTP emitiu a propósito da abertura de “A nossa opinião” sustentando a importância do uso por todos das novas ferramentas para efeitos de debate político livre.Com a devida autorização, aqui fica o registo da peça emitida:

 

José Magalhães

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